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Arquitetura de Sistemas de Informação para a Saúde

30 Janeiro, 2017

A sociedade está em constante mutação e, nesse sentido, as organizações esforçam-se para acompanhar as necessidades e mudanças, desenvolvendo novos meios de comunicação, sustentados tecnologicamente, para e com os cidadãos. Qualquer organização, para se demarcar no seu ecossistema, necessita de tratar a informação, de forma a melhor interagir e aperfeiçoar a comunicação, antecipando dificuldades que possam surgir, causadas pelas mudanças. Esta é uma realidade que atinge, também, as organizações da saúde, incitadas a apresentar sistemas de qualidade que correspondam às exigências. Neste contexto, a SPMS é responsável pelo desenvolvimento de Sistemas de Informação (SI) que visam uma melhor e mais eficaz acessibilidade, privilegiando a continuidade dos cuidados e melhores condições aos profissionais e satisfação aos utentes. Os SI, através da desmaterialização que imprimem, garantem maior segurança, eficiência e acessibilidade aos cuidados de saúde. Para melhor enquadrar os SI desenvolvidos, e ampliar a sua eficácia, a SPMS está a esboçar uma arquitetura de referência que, em breve, será disponibilizada através da plataforma disponível em: https://arquis.min-saude.pt, que irá permitir a operacionalização da definição da Arquitetura do Ecossistema de Informação de Saúde (eSIS). A Arquitetura no Contexto dos SI enquadra-se numa área de conhecimento designada por enterprise architecture (arquitetura empresarial, em português), que permite à organização definir os objetivos do seu negócio para o presente e futuro. Contempla os aspetos chave da estratégia da empresa, abarcando a informação, as aplicações e a tecnologia, bem como os impactos destes parâmetros nas funções do seu negócio. Cada uma destas áreas é uma disciplina individual, sendo todas congregadas pela arquitetura empresarial. 

A Arquitetura de Negócio/Organização é a base para a identificação dos requisitos para os SI, que suportam as atividades de negócio. A Arquitetura de Dados/Informação descreve os aspetos lógicos e físicos dos dados da organização e a gestão dos recursos destes. É o resultado da modelação da informação, necessária para suportar os processos de negócio e funções da organização. A Arquitetura Aplicacional possibilita um plano de desenvolvimento e/ou implementação de aplicações, de forma a satisfazer os requisitos de negócio e atingir a qualidade necessária. A Arquitetura Tecnológica disponibiliza a base que suporta as aplicações, os dados e os processos de negócio, identificados em cada uma das outras arquiteturas. Identifica e planeia os serviços computacionais que constituem a infraestrutura técnica da organização. Estes serviços disponibilizam o mecanismo que permite a escalabilidade, fiabilidade, disponibilidade, flexibilidade, segurança, integridade e desempenho. A Arquitetura de SI consiste na aplicação de um método compreensivo e rigoroso, para descrever uma estrutura num processo organizacional, presente ou futuro. Visa disponibilizar à organização uma plataforma, seja documento, estrutura ou um repositório, que defina e descreva a sua visão de negócio e permita que os objetivos sejam alinhados com todos os outros aspetos funcionais (processos de negócio, sistemas de informação, tecnologias etc). Esta arquitetura pressupõe outros objetivos, nomeadamente: perceber a relação entre as entidades informacionais e os processos de negócio; facilitar a reengenharia dos processos de negócio; disponibilizar do suporte aplicacional para os processos de negócio; facilitar a interoperabilidade entre sistemas aplicacionais de fornecedores distintos e apoiar na tomada de decisão por parte dos gestores da TI. O desenvolvimento de uma Arquitetura de SI deve ser encarada como um investimento para o futuro. Os benefícios permitem: . Alinhamento – assegurar que a estratégia da organização e os seus SI são convergentes; . Integração – garantir que as regras de negócio são consistentes na organização e que os recursos de dados são conhecidos e partilhados, de forma apropriada, e que a padronização das interfaces e dos fluxos de informação devem funcionar de forma interoperacional; . Mudança – facilita e gere a mudança em qualquer área da empresa; . Rapidez e eficiência – reduz o tempo de desenvolvimento dos sistemas, minimizando os requisitos para novas aplicações e acelera a modernização; . Convergência e interoperabilidade – permite adquirir infraestruturas standard.

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